Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 18.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 4 Film Festivals

Os temas mais pesquisados foram pobreza, desigualdade social e Baixada Santista. O blog recebeu visitas de 55 países, sendo 15.423 do Brasil, 313 de Portugal e 139 dos EUA. Dentre os posts mais lidos em 2012, estão textos de anos anteriores, o que comprova, de um lado, a influência e a repercussão dos comentários e, de outro lado, a necessidade de escrever mais….

Tentarei ser mais assíduo por aqui em 2013!

Feliz ano novo para os leitores deste humilde blog. Desejo muita saúde, sorte e realizações.

Forte abraço!

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Preços dos imóveis em Santos #menos10%ja

Dentre as piadas sobre profissionais, aquela que analisa o perfil do economista afirma que se trata de um profissional altamente capacitado para fazer análises de tendências futuras sobre o mercado e para explicar, posteriormente, por que suas previsões não se confirmaram.

Brincadeiras a parte, recuperei aqui a entrevista que concedi ao jornal Boqnews, na edição 872, de 30/12/2001 a 06/01/2012, para comentar sobre as perspectivas de desenvolvimento para 2012, com destaque para a economia local. http://www.boqnews.com/ultimas_texto.php?cod=11127

Consultei os búzios da economia (a matéria era vizinha à previsão dos signos…rs) e cravei no final da matéria: “desaceleração na trajetória dos preços dos imóveis e o mercado de usados será o primeiro a sentir os efeitos”. Quem estivesse especulando ou, simplesmente, contando com o crescimento do preço do seu imóvel usado para pagar um novo apartamento poderia se frustrar.

Após 10 meses, minha previsão pode ser confirmada pela matéria de capa do próprio Boqnews (edição 915, de 27/11 a 02/12/2012) que apresenta a análise do presidente do Creci regional, o corretor Carlos Ferreira, sobre a estabilização dos preços dos imóveis. Para ele, “quem é de fora e está comprando em Santos opta pelos novos. Já quem é daqui acaba não conseguindo adquirir pelos altos preços e poucas facilidades. Não é difícil encontrar pessoas da Cidade que optam por mudar para os municípios vizinhos na hora de adquirir o imóvel próprio”. http://www.boqnews.com/ultimas_texto.php?cod=14722

E não é que agora o próprio setor está admitindo o “processo de expulsão” das famílias de classe média e de jovens santistas. Não voltarei neste ponto, já amplamente explorado em posts anteriores.

Quero me ater ao mercado imobiliário e cito novamente o presidente do Creci: “Com tamanha oferta de imóveis já não se pode alterar os preços como antes (…) as contrapropostas começam a ser aceitas para conseguir se desfazer dos imóveis, principalmente para quem tem pressa na venda”, diz Ferreira.

Está ai o ponto que precisa ser compreendido: por que os usados sentem primeiro? Porque existe poder de mercado das construtoras, pois com os níveis de preços estratosféricos é possível garantir o retorno do capital com apenas parte das unidades vendidas, a parte não-vendida não será “queimada” por eles, uma vez que o empreendimento já está realizado, os empresários sustentam o preço, sem pressa, auxiliados também pelo crédito de longo prazo.

Já os donos dos usados não possuem este poder e precisam vender seus imóveis, caso queiram trocar de imóvel ou em função do custo de oportunidade frente às opções em outras cidades da região, no caso das famílias menos abastadas.

É importante lembrar que o mercado de novos está atendendo uma parcela da população de Santos, há demanda, boa parte é vendida e o mercado se adapta facilmente: a nova tendência é a oferta de imóveis menores, mas com preço do m2 mantido. Outra alternativa é adquirir um usado, mas isto pressupõe uma troca de moradores? E para onde irão os antigos proprietários: para os novos ou para outra cidade? Como diria minha mãe: quem pode, pode… quem não pode se sacode (ou  se muda, neste caso).

E o poder público municipal? Ausente, diz que esta questão é apenas de mercado. Não há política urbana, delega-se ao mercado o atendimento da demanda por moradia (exceto a incipiente produção pública para as famílias de até 3 SM). A cidade é tratada como igual, não se produz incentivos na legislação urbanística para a produção de imóveis pelo setor privado em áreas menos valorizadas e adensadas, com um padrão médio de construção. É possível, mas será que atende aos interesses do mercado imobiliário?

Por fim, vale uma dica: façam propostas com menos 10%. Se não for aceita, procurem opções e, se possível, não tenham pressa em fechar negócio. Que tal uma mobilização? #menos10%ja

Universidade: na periferia x de periferia

Coloco abaixo um trecho do texto “A Universidade, o Pimentas e o Lugar das Humanidades”, que escrevi como forma de contribuir para o debate sobre a crise na EFLCH.

“Pelo que estudei, uma das formas de promover desenvolvimento regional é com a instalação de uma nova atividade motriz, capaz de produzir para além do consumo interno, ou seja, uma atividade “exportadora”. A criação de uma universidade pública é um caso exemplar, pois “produz” ensino e pesquisa para além das fronteiras locais, atrai nova população (professores, estudantes e funcionários), faz circular renda e, pelo efeito multiplicador, dinamiza as demais atividades (comércio, negócios imobiliários, etc.). Por que a instalação da Unifesp no Pimentas não seria cumpridora deste papel?

Portanto, entendo como legítima que a escolha do local do campus seja tomada pelo acordo entre os governos federal e municipal, a fim de atender à reivindicação da população por uma universidade pública (bandeira de movimentos sociais) até então inexistente no segundo maior município do estado e que a instalação do campus pudesse servir como forma de promover o desenvolvimento local, na expectativa (também legítima) que os cursos de humanidades pudessem realizar ações voltadas à comunidade local naquilo que lhe cabe.

Apesar das dificuldades, creio que estamos cumprindo este papel! Não quero destacar exemplos para não cometer injustiças, mas não são poucas as iniciativas bem sucedidas de atividades de extensão. De acordo com a visão que tenho de universidade pública, considero justo que a comunidade local reivindique mais, bem como creio que poderíamos estar fazendo mais também. O fato é que tudo isso só está em pauta porque lá estamos, criamos vínculos com o território, somos pressionados pela realidade que nos cerca e, ao mesmo tempo, cobrados a desempenhar o papel que uma universidade pública deve ter como instrumento de transformação social, ainda mais quando nos referimos aos cursos de humanas”.

Para acessar o texto completo, clique aqui .

Forte abraço!

Declaração de Voto – Telma Prefeita

Aqueles que acompanham meus posts sabem que tenho grandes divergências com o projeto político que governa Santos há 16 anos. Os indicadores mostram que o nível das políticas de educação e saúde está muito baixo, não foram implementadas ações necessárias para garantir a mobilidade, há forte exclusão social e submissão aos interesses do mercado imobiliário.

Os principais candidatos desta eleição fizeram parte deste projeto, com seus partidos e suas respectivas bancadas de vereadores dando sustentação ao atual governo de Santos. Apenas o PT manteve-se na oposição e, ao meu ver, possui mais autonomia e legitimidade para promover mudanças no modelo de desenvolvimento da nossa cidade.

Telma fez um excelente governo, com a implementação de políticas públicas inovadoras que se tornaram referências nacional e até internacional (veja vídeo), sem os recursos orçamentários que a cidade dispõe hoje e com um cenário bastante desfavorável em nível nacional. A população santista reconheceu isso e o governo Telma terminou com quase 90% de aprovação popular.

Em breve, será lançado o programa de governo. Participei da elaboração do mesmo e, em outros posts, farei comentários sobre algumas propostas.

Penso que Telma merece a oportunidade de ser prefeita de Santos mais uma vez!

Forte abraço!

Declaração de Voto – Rafael Ambrosio Vereador

 

Caros(as) Amigos(as),

Venho aqui manifestar meu apoio para a eleição de Rafael Ambrosio Vereador – 13612.

Rafael Ambrósio é arquiteto e atua junto aos movimentos de luta por moradia digna em Santos desde 2004, quando fundou a ONG Ambienta  <www.ambienta.org.br>, com o objetivo de prestar assessoria técnica aos projetos executados sob regime de autogestão e mutirão, como o Projeto Vanguarda da Associação dos Cortiços de Santos, vencedor do Prêmio “Melhores Práticas de Gestão Local” pela Caixa Econômica Federal.

Atuamos juntos no processo de revisão do plano diretor de Santos, quando defendemos mudanças na política urbana para que combater a especulação imobiliária e facilitar o direito à moradia em Santos, especialmente para os jovens santistas e as famílias de classes média e baixa, que estão sendo expulsas da cidade devido ao elevado preço dos imóveis.

Enfim, compartilhamos uma mesma visão de desenvolvimento local, com inclusão social e preservação ambiental. Cidade rica é cidade justa! Por isso, apoio e peço também seu voto para, juntos, elegermos Rafael Ambrosio – 13612 vereador!

Entre no blog www.rafaelambrosio13612.wordpress.com, conheça melhor nosso candidato e participe da campanha!

Forte Abraço,

Daniel Vazquez

Novo Livro: A Questão Urbana na Baixada Santista

É com grande alegria que comunico aos leitores deste blog o lançamento do livro ” A Questão Urbana na Baixada Santista: políticas, vulnerabilidades e desafios para o desenvolvimento”, do qual sou o organizador e contribuo em 4 dos 13 capítulos da obra.

Inicialmente, quero agradecer à Editora Universitária Leopoldianum, ligada à Universidade Católica de Santos, pelo excelente trabalho editorial e por ter acreditado neste projeto desde o início.

Desejo ainda expressar a minha satisfação em reunir uma equipe de alto nível, composta por professores e pesquisadores que têm se dedicado a analisar os processos sociais, econômicos, demográficos e urbanos em marcha na Baixada Santista.  Vejam a relação de autores.

O livro analisa a dinâmica urbana e o desenvolvimento da região
metropolitana da Baixada Santista e oferece um amplo diagnóstico sobre “a cidade/região que temos”, com suas especificidades e problemas, para que possam ser definidas diretrizes e metas para construção da “cidade/região que queremos”.

Dentre as questões analisadas, destacam-se a expansão urbana, a migração intrametropolitana, o processo de segregação socioespacial e as zonas de vulnerabilidade social, os instrumentos de política urbana disponíveis (implementados ou não), a integração entre Porto e cidade, os riscos ambientais, o processo de revitalização do Centro Histórico e os determinantes dos preços dos imóveis.

Há ainda uma análise da mudança no perfil populacional ocorrida na última década na região e, mais especificamente, em Santos, com base nos dados do Censo 2010. Clique para conferir o sumário do livro.

O lançamento do livro será no dia 02/06, às 16hs, no Sesc/ Santos – Avenida Conselheiro Ribas, 134 – mezanino.

Todos(as) estão convidados(as)!

Forte abraço!

 

 

 

 

 

Grupo de Estudos Sociais, Urbanos e Ambientais – GESUA

Sob coordenação dos professores Daniel Vazquez e Humberto Alves, do Departamento de Ciências Sociais, o GESUA visa reunir professores e estudantes de graduação e pós-graduação interessados em realizar pesquisas que envolvam a análise das dinâmicas urbanas, das situações de vulnerabilidade e das políticas públicas em nível local e regional.

Inicialmente, este grupo de estudos possui as seguintes linhas de pesquisa: 1) Desenvolvimento local e condições de vida; 2) Expansão urbana e vulnerabilidade socioambiental; 3) Gestão local e avaliação de políticas públicas. Todas as linhas estão integradas por dois eixos metodológicos: i) análise quantitativa e construção de indicadores; ii) abordagem territorial para análise das dimensões sociais, econômicas e ambientais. Com isso, pretende-se testar empiricamente elementos analíticos presentes na teoria social, relacionados às dimensões demográficas, políticas, sociais, econômicas e ambientais que afetam as condições de vida nas regiões metropolitanas e municípios brasileiros.

A proposta envolve a análise das bases dos Censos e PNADs, realizados pelo IBGE, e das estatísticas oficiais disponibilizadas pelos sistemas informatizados de disseminação de informações dos ministérios da Educação (INEP), da Saúde (DATASUS), do Desenvolvimento Social (SAGI) e do Trabalho (RAIS/CAGED). Estes bancos de dados serão analisados com o apoio de softwares de análises estatísticas e geoprocessamento para construção de mapas temáticos e de indicadores para avaliar o desenvolvimento local e as condições de vida nas metrópoles e municípios brasileiros.