Arquivo do mês: novembro 2011

Redução da pobreza em números

Neste período sem atualização, os acessos a este blog continuaram crescendo. Estamos chegando ao patamar de 22 mil acessos, sendo que só em outubro foram 3.225 visitas. O tema de maior interesse (mais consultado ou a partir do qual as pessoas chegam a este blog, via pesquisa Google) foi a questão da pobreza no Brasil.

Sobre isso, recomendo o trabalho publicado pelo IPEA que analisa as características e as condições de vida dos extremamente pobres (famílias de renda domiciliar per capita menor que R$ 67 em 2009), dos pobres (renda entre R$ 67 e R$ 134), dos vulneráveis à pobreza (R$ 134 a $ 465) e dos não pobres (superior a R$ 465). http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/publicacoes/tds/td_1647.pdf

No período 2004-2009, a parcela não pobre subiu de 29% para 42% da população brasileira, passando de 51,3 milhões a 77,9 milhões de pessoas.  Enquanto as populações dos estratos extremamente pobre, pobre e vulnerável decresceram em tamanho absoluto.  Dos 26,6 milhões de brasileiros que escaparam da pobreza e da alta vulnerabilidade, ao menos 18,3 milhões vieram dos estratos de renda mais baixa.

A queda da pobreza decorre (i) do crescimento econômico com  distribuição via inclusão no mercado de trabalho; (ii) dos aumentos reais do salário mínimo, que levaram à quase erradicação da pobreza extrema e até da pobreza entre famílias com idosos; e  (iii) da expansão da cobertura e do valor das transferências focalizadas de renda, que foram, para várias famílias com alguma renda do trabalho, a via de escape da extrema pobreza ou da pobreza.

A localização geográfica e o perfil etário, racial e educacional das famílias mais pobres demonstram um padrão bem definido, ou seja, a pobreza permanece concentrada nas regiões norte e nordeste e atinge com maior freqüência famílias jovens, de raça negra e com baixa escolaridade.

A despeito da redução significativa em volume, problema ainda é grave e, para enfrentá-lo, é preciso dar sequência e ampliar os programas sociais, bem como garantir crescimento econômico com distribuição de renda.

Forte abraço!

Analú

O que é capaz de se sobrepor a todas as suas prioridades? Em quantas situações, é possível ter consciência de que um acontecimento irá mudar sua vida para sempre? Quem, pelo simples fato de existir, transforma-se imediatamente no maior amor do mundo? Responder a estas questões tornou-se simples pra mim após 24/08/2011, quando nasceu minha filha, Ana Luiza.

Mas, como expressar um sentimento tão intenso em palavras? Impossível descrever a paz que senti com minha filha em meus braços ou a emoção de perceber que ela me reconhece (e para de chorar no meu colo) ou, ainda, a alegria em ver o sorrisinho dela (vídeo). Tudo isso é, de fato, indescritível!

Tudo antes era imprescindível passou a ser relativizado. Ao mesmo tempo, sinto que a paternidade reforçou minha visão humanista e social. Diante de uma injustiça qualquer, tenho a convicção que todos os esforços precisam ser empreendidos para evitar o sofrimento de um pai (mãe) e/ou um(a) filho(a).

Impossível pensar e agir sem considerar que tenho você, filha. Todas as minhas atitudes agora possuem outro significado: ser um bom pai. Tenho que me dedicar ao máximo para que minha filha sinta orgulho de mim.  Este é meu juramento!

 

Obs.: nos últimos meses, procurei dedicar todo tempo livre para “lamber minha cria”. Anestesiado por este mix de sentimentos (da felicidade plena ao medo da 1ª febre), faltou tempo e vontade de escrever neste blog sobre qualquer outro assunto. Determinei que, quando voltasse a escrever, o 1º post seria dedicado a descrever a emoção de ser papai. Feito isso, volto a expressar minhas opiniões e devaneios neste espaço!

I Seminário sobre Política Social no Brasil