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Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 18.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 4 Film Festivals

Os temas mais pesquisados foram pobreza, desigualdade social e Baixada Santista. O blog recebeu visitas de 55 países, sendo 15.423 do Brasil, 313 de Portugal e 139 dos EUA. Dentre os posts mais lidos em 2012, estão textos de anos anteriores, o que comprova, de um lado, a influência e a repercussão dos comentários e, de outro lado, a necessidade de escrever mais….

Tentarei ser mais assíduo por aqui em 2013!

Feliz ano novo para os leitores deste humilde blog. Desejo muita saúde, sorte e realizações.

Forte abraço!

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Os números de 2011

Aos leitores deste blog, informo com satisfação que atingimos mais de 26 mil acessos!! Pela evolução dos números em 2011, percebi que o conjunto de post tem servido como fonte de consulta, o que me estimula a seguir tecendo meus comentários e opiniões. Forte abraço e Feliz Ano Novo!!!

O WordPress.com prepararou um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 21.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 8 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Os números do Blog em 2010

Caros(as) Amigos(as),

Reproduzo abaixo a avaliação enviada pelo WordPress sobre o desempenho (acessos, tempos de visitação, etc.) deste blog. Agradeço a todos(as) que acompanharam os posts deste primeiro ano. Em 2011, espero publicar com mais frequência e conto com as visitas de vcs!

“É muito bom olhar para trás e nos orgulhar do que fizemos. Temos sempre que olhar pra frente e lançar objetivos grandiosos. Todavia, a felicidade só pode ser sentida no presente. E, na grande maioria das vezes, ela está escondida nas coisas mais simples, basta valorizá-las e viver intensamente aqui e agora!”

Desejo a todos(as) um novo ano intenso em momentos de alegria, amor, saúde, sorte e sucesso! Feliz 2011!

Forte abraço,
Daniel Vazquez

obs.: a tradução p/ o português foi feita automaticamente pelo wordpress.

Balanço 2010 – Blog do Prof. Daniel Vazquez

 Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

 

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 3,100 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 7 747s cheios.

Em 2010, escreveu 44 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 76 imagens, ocupando um total de 39mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por semana.

O seu dia mais activo do ano foi 18 de outubro com 193 visitas.

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, mail.live.com, orkut.com.br, mail.yahoo.com e facebook.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por seguridade social, blog professor daniel vazquez, tipos de migração, historial da actividade economica de um jogador de futebol e danielvazquez.wordpress.com

Anpocs 2010 – As instituições políticas para a promoção do desenvolvimento

Acompanhei uma mesa redonda sobre desenvolvimento, coordenada pelo Prof. Bresser-Pereira. Ele afirma que a forma como a sociedade se organiza é através das instituições, inclusive o mercado é uma instituição muito particular, que abrange regras necessárias para seu funcionamento.  A crise financeira global, analisada em texto publicado na Novos Estudos Cebrap pelo autor, marca o fim dos 30 anos neoliberais, quando havia a crença em que a mudança na sociedade dependia das instituições, ou seja, bastava alterar estas últimas para transformar a sociedade em um modelo ideal. No entanto, a ordem jurídica depende de cada sociedade, diferente da visão bacharelista dos anos 50. Entretanto, durante o período neoliberal, a visão bacharelista volta a predominar renomeada como “reformismo”.

Douglas North, da escola de Chicago, escreveu um livro sobre instituições que faz uma revolução no pensamento neoclássico, afirmando que as instituições (enquanto sistema normativo da sociedade/ “regras do jogo”) fazem diferença, onde a principal regra é o cumprimento de contratos. Basta isso e o mercado da conta  do resto.

O novo desenvolvimentismo trás a nova macroeconomia estruturalista do desenvolvimento. Trata-se da tentativa de explicar porque alguns países de renda média crescem e outros não, debatendo uma tendência cíclica de apreciação das taxas de câmbio e influência da doença holandesa.

A globalização aumenta a interdependência e a concorrência entre nações no mercado global, Neste contexto, o que diferencia o desempenho entre países é a capacidade de montar uma estratégia nacional de desenvolvimento, como era o nacional-desenvolvimentismo entre os anos 50 e 70, como tem atualmente nos países asiáticos, bem como há sinais de que um novo projeto nacional de desenvolvimento foi iniciado no Brasil no segundo governo Lula. Tendo em vista que o desenvolvimento econômico é o aumento da renda percapita, com a incorporação do progresso técnico e aumento da participação dos salários na renda (melhoria da distribuição de renda) e, visando promover o desenvolvimento, são necessárias instituições que envolvam o cumprimento de contratos, mas não só isso.  Interessante, mas e aí? O tempo é inexorável e, pra mim, falta aprofundar este debate..

Quando abriu para o debata, perguntei: Diante da macroeconomia estruturalista e de instituições que promovam o desenvolvimento, o que permite dizer que há um novo projeto nacional de desenvolvimento em construção e o que falta fazer para consolidar este projeto? Complementando, gostaria de discutir especificamente medidas tomadas ou não, necessárias ou não para os prox. Anos? Por exemplo, controle de capitais, regulação sobre o crédito, políticas redistributivas como eixo de crescimento econômico, etc…

Na resposta, o prof. Bresser explicita cinco pontos:

  1. Crescimento com poupança interna
  2. Papel estratégico do Estado na indução do desenvolvimento econômico e do progresso técnico
  3. Responsabilidade fiscal
  4. Responsabilidade cambial, tendência cíclica de apreciação da taxa de cambio, se deixada livre. Taxa de câmbio de “equilíbrio” é o equilíbrio da conta corrente.
  5. Política redistributiva de recomposição de salarial. Relação salarial Fordista, ganhos de produtividade incorporados à massa de rendimentos da classe trabalhadora.

 Fiquei satisfeito, mas considero que estas questões devem ser aprofundadas. Como aqui, o objetivo é relatar o que vi na Anpocs 2010, fico por aqui, com a promessa de retomar esta discussão em outro post futuramente. Forte abraço!

Anpocs 2010 – GT Políticas Públicas 2

Tive a oportunidade ver dois trabalhos sobre a implementação de políticas públicas no nível local. “Desenhos institucionais e estratégias locais” é o título do trabalho apresentado pela minha colega Renata Bichir (IESP/ UERJ), cujo foco está na implementação do Bolsa Família a partir de um estudo de caso no município de Salvador, visando entender como o programa é implementado no nível local. Quais são as decisões que cabem aos municípios? Como ocorrer a seleção? Quais os locais privilegiados para seleção dos beneficiários? Quais as formas de controle existentes?

Sabe-se que cabe ao nível municipal o cadastramento, o qual é checado pelo nível federal, a fim de evitar o mau uso do mesmo. O trabalho mostra a forma de cadastramento (visitas domiciliares ou pontos de encontros, quais os documentos exigidos e a verificação das condições de vida, por ex. a presença de bens de consumo duráveis existentes em cada domicílio), a estrutura institucional disponível em cada município, como exemplo, o papel do CRAS como porta de entrada do programa ou a montagem de estruturas paralelas para tal função (como o CIAS em Salvador) e o trabalho com as famílias (em casos extremos, elas só são localizadas quando o benefício é cortado).

O segundo trabalho denomina-se “Segurança Pública e Participação Social em BH”, apresentado por Leticia Godinho (FJP), que partiu de dados que demonstram queda nos índices de criminalidade na cidade no período 2003 a 2009, quando foram introduzidas políticas de prevenção que incorporam a participação da população (entre eles, o Pronasci, mais recentemente). O estudo classificou as estratégias de prevenção em 3 tipos: desenvolvimental, situacional e comunitária, separando as causas e o nível de atuação dos programas (ações com foco nas comunidades, nos indivíduos e na eliminação das situações que levam à criminalidade).

Qual o entendimento que a polícia tem sobre a participação da sociedade? E também para a sociedade? Trata-se de uma área de estudo pouco explorada e com experiências participativas introduzidas só mais recentemente. Um exemplo de parceria citado no trabalho demonstra esta fragilidade: a parceria é traduzida como “vaquinha” para o combustível da viatura ou o patrocínio para câmeras de segurança, por exemplo. Espera-se mais desta participação e creio que ela poderá avançar mais.

Anpocs 2010 – GT Políticas Públicas

“Federalismo e igualdade territorial: uma contradição em termos?” foi o tema do trabalho de Marta Arretche, do DCP/USP e Cem /Cebrap. A interpretação mais comum do arranjo federativo brasileiro definido na CF 88 é de uma federação altamente descentralizada, com autonomia excessiva dos governos subnacionais e um governo central fraco. No entanto, esta avaliação ignora as relações intergovernamentais. Políticas públicas no nível local são resultados da regulação federal (determinações de níveis superiores de governo) e também da dinâmica local.

Além disso, as relações intergovernamentais não são um jogo de soma zero, ou seja, quando um nível de governo se fortalece, o outro não necessariamente perde poder. O nível de análise é o conjunto dos municípios, instâncias responsáveis pela provisão das políticas. Diante disso, é preciso distinguir quem regula (policy decision making) e quem executa (policy making), conforme as competências definidas na própria CF 88. Obs.: estados e municípios não têm competência privativa sobre nenhuma área, enquanto a União pode iniciar legislação em qualquer área de política.

O trabalho mostra o forte papel redistributivo das transferências federais, especialmente as condicionadas às políticas de educação e saúde (Fundef/ Fundeb e SUS). Outro resultado é que as políticas reguladas têm alta prioridade e baixa desigualdade, enquanto que as políticas não reguladas têm prioridade baixa (crownding out) e alta desigualdade.

Conclusão: os mecanismos de transferências reduzem gasto e a regulação remete ao gasto, isto eleva os resultados médios e a variação é explicada por características locais, porém não estão claras quais são as dinâmicas locais que explicariam tal variação (partidos, variáveis estruturais como tamanho da população, metropolitanos ou não, etc.). A agenda de pesquisa deve avançar nesta direção.

No debate, tive a oportunidade de perguntar para Marta se ela possui hipóteses prévias sobre quais seriam as variáveis independentes locais capazes de explicar as diferenças em torno da mediana. Sejam variáveis políticas, estruturais ou mesmo fiscais (como os royalties) ou ainda institucionais (Leis orgânicas ou constituições estaduais)? Ou são especificidades que só podem ser analisadas por estudos de caso?

Confirmada minha suspeita, o caminho deve passar por análise dos casos típicos. Recebi contribuições de pesquisadores da UFMG e UFRGS sobre o método GoM. Boa dica, vou buscar mais informações. Forte abraço!